Nova Terra. Borda da plataforma inferior. O piso translúcido é uma pele que mal sustenta o conhecimento do que jaz abaixo.
Taro senta-se primeiro. Kai chega em incrementos de necessidade mecânica. Eve junta-se sem anunciar chegada, criando um silêncio cromático. Suas sombras unem-se abaixo deles, comprimindo-se em escuridão unificada.
Trinta quilómetros abaixo: A Crosta-Sombra. A ferida é ancestral. Irradia um frio que nada tem a ver com temperatura: Este é o solo que se lembra de estar vivo.
Sparklefly pousa entre eles. Sua luminescência interna retirada, fixa na Crosta abaixo com uma atenção que se lê como luto arqueológico.
Pela primeira vez, os três partilham um pensamento síncrono que ainda não reconhecem estar a partilhar: Algo nos está a pedir para escolher.
A cidade acima transmite bem-estar através de arquitetura luminescente. A cidade no interior transmite catástrofe através de reconhecimento sincronizado. A ferida abaixo finalmente tem testemunhas dispostas a descer.
Nenhum deles fala. A linguagem apenas diminuiria o que está a ser sentido. Mas todos eles sabem: A escolha já foi feita.